
Ontem, garganta ruim, corpo ainda doendo, fiquei em casa remoendo meus papéis. A vida parecia dura com tanto a fazer , tanto a resolver, tanto a melhorar. Mas quando deu a noite não aguentei, precisava sair de casa.Teria algo melhor nesta noite que ir ao cinema? Não! E lá fui eu e Rafael assistir a um filme no Usina. Até aí tudo bem. Mas o filme era Che , o Argentino, dirigido por Steven Soderbergh. Um filme sóbrio , que se concentra em mostrar a Revolução Cubana durante a luta na Sierra Maestra,momentos que antecederam a vitória final em Havana. Este filme é a primeira parte de outro que o completa intitulado "Che, a guerrilha", ainda a ser lançado. As imagens da luta nas piores condições possíveis se misturam ao Comandante Che em Nova York discursando na ONU, com palavras duras contra o imperialismo americano, e contra os demais governos latino-americanos. A história é maravilhosa , porque Che foi maravilhoso. Um revolucionário clássico, que abandona tudo , família, profissão, seu país , para viver e lutar em péssimas condições por um país que não era o seu. Che universalizou a luta pela justiça, não via fronteiras, via povos a libertar.
Porém, se podemos falar de algo em especial este filme, claro que nossas palavras se concentram na interpretação do " Che" de Benício Del Toro. Novamente temos aqui um dos maiores atores do cinema mundial . O Porto-riquenho Del Toro é um espetáculo a parte! Sua interpretação é discreta, sem afetação, sem caras e bocas, sem exageros, na medida certa. Del Toro deixa claro que " Che" é muito maior que ele. E o respeita. Nas imagens do comandante " cubano-argentino" em Nova York Del Toro está perfeito. Emociona seu discurso na ONU, parece " Che" reencarnado. E para melhorar, suas cenas na mata cuidando dos doentes e feridos, mostram a força de "Che" e ao mesmo tempo sua doçura, seu amor e respeito a humanindade, sua firmeza de caráter. Tudo isso fez do Comandante Che um homem que ganhou o respeito de todos e aterrorizou os inimigos. Benício Del Toro compreendeu a máxima de Che, " Hay que endurecer,pero sin perder la ternura jamás".
O exemplo da vida de Che e do trabalho de Del Toro estimulam a qualquer um seguir em frente em suas lutas, olhar mais para o lado, procurar contribuir para tornar a vida mais justa, e quem sabe promover novas revoluções, independente de quais sejam, mas ainda repletas de doçura e humanidade.

Um comentário:
Depois dessa propaganda de gala, eu vou assistir ao "Che"!!!!
Abraços pra ti, Señorita!
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