sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Para quem morre de medo do mar viver numa ilha pode ser estranho. Eu amaria morrar em Florianópolis, a cidade mais linda do Brasil. Mas enquanto isso, fui passear na Ilha do Mel , no Paraná. A ilha é um santuário ecológico. Tudo é feito priorizando a preservação ambiental. Já devem perceber que mesmo aproveitando muito eu fiquei um pouco fora do lugar. Sou muito pouco ecológica. Não que eu não respeite a natureza e não contribua para preservá-la, mas conviver com toda espécie de bichinhos e dizer " oh , como é natural!" não é muito a minha cara. Assim, como sinto falta de trânsito, de barulho e de madrugadas num bar. Mas em alguns momentos é inesquecível estar livre de todas as armaduras e andar por horas , curtir o barulho das ondas, deixar o vento bater no rosto. Assim, usei os dias na ilha para descansar, refletir, e rir muito com os amigos. Me carreguei de energias e ao mesmo tempo desfrutei de uma paisagem inesquecível. Porque " Meu coração é uma ilha , a centenas de milhas daqui" (Djavan).

Andar por Curitiba é perceber um certo silêncio,estranho, contido, no meio da confusão do trânsito, dos passos rápidos dos pedestres. A organização destoa do que vemos regularmente no Brasil. Tudo parece no seu lugar, e funcionar. Mas também falta aos curitibanos uma alegria, solta, despreocupada. Parecem contidos demais, não tensos como os paulistanos, mas a impressão é que se seguram. Prefiro aqueles que se soltam e mergulham de cabeça, se ferrando na maioria das vezes, mas, vivendo.


Andei escrevendo pouco, falta de tempo, preguiça, mas nunca falta de assunto. Ultimamente tenho resgatado coisas que para mim são preciosas, uma delas é sem dúvida escrever. Estou num momento importante de minha vida. E isso as vezes me leva a me concentrar e me calar mais do que me expor. É importante saber a hora de fazer silêncio, se concentrar , procurar ampliar as energias, resguardar as idéias , apurar os sentidos. Estou assim, me concentrando para tornar 2009 um ano meu. Preciso mudar muitas coisas, e estas são em sua maioria algo muito fundamentado em mim. Para romper com elas preciso me recriar, e sabemos que isso não é fácil. Sou como todo mundo, tenho medos também. Mas um desejo enorme de ir em frente. E esse desejo que me guia agora. Talvez escrever seja um bom caminho para me fortalecer, assim, escreverei mais. Por hora tenho um objetivo, 31 de dezembro de 2009 , Sampa. Eu vou atrás.