quarta-feira, 27 de agosto de 2008

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Aprovado! Apoiado!Feliz! E disposto, bem disposto.

"Bate , bate, bate coração que eu morro de amor com muito prazer"

(Belo Horizonte,27/08/2008)

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Leco's e Line's

Tem gente que entra em nossas vidas de uma forma tão especial que é difícil pensarmos em ficar distantes. As vezes nós gostaríamos de prendê-los por perto, deixando pouco espaço para fugas ou a entrada de estranhos. O amor é egoísta, exige dedicação e fidelidade. Mas amar pode ser um gesto repleto de generosidade quando mais do que querer ter o outro gostaríamos de compartilhá-lo com o mundo. E assim somos capazes de vê-los ir por outros caminhos trilhando sua própria história a qual acompanharemos cheios de expectativas e com muita emoção.

Gosto de pessoas corajosas, ousadas e principalmente dispostas a correr riscos. Sempre falei disso, mas as vezes preciso me lembrar. Tenho convivido com gente insegura, medrosa, e muito muito egoísta. Gente com medo de crescer, de assumir suas ações, de romper com os padrões do mundo. Gente que não consegue deixar de ser criança, protegido pelos pais, reafirmando o direito infantil de não ter responsabilidades com o próprio destino. Mas agora estou ficando cansada. Sou forte demais pra ver esse povo assim tão fraco. Sinto que daqui a dez anos vou voltar a vê-los e estarão lá , no mesmo lugar. Tristes promessas não cumpridas. Jovens buscando a segurança quando o normal seria ousarem. Estou ficando impaciente com isso. Talvez porque nunca tive a opção de acomodar. Ou ela parecesse pra mim o fim do sentido real do ser humano. Talvez porque ouvi Chico Buarque demais, li Nietzsche e Baudelaire demais. Talvez porque amo desterrar-me viajando por aí, e certamente porque aprendi na História mais do que muito dos meus colegas de profissão e muitos dos meus alunos.

Mas hoje, estou feliz, encontrei meus pares. Eles estão longe, no centro geográfico do país e na confusão do meu coração. São jovens e lindos, e mais do que isso, audaciosos. Quando se é jovem é hora de decidir o que seremos, bundões ou não. Vocês definitivamente não o são. Me orgulham e me acalentam de esperança por novas atitudes. Romperam o limite , foram além , e vão mais, muito mais longe. Vocês podem tudo, porque ao contrário de quem só fala, vocês realizam a tarefa árdua mais especial de serem sujeitos da sua história.
Amo amar vocês.

Para Leleco e Aline, que tenham uma vida linda e que eu possa sempre ficar pertinho.

(Belo Horizonte,26/08/2008)

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Luz

OS DIAS DE LUZ SÃO SEMPRE OS MELHORES...

(Belo Horizonte,21 de agosto de 2008)

segunda-feira, 18 de agosto de 2008



Tem dias que a força nos abandona e nesses dias a gente pensa que é melhor parar. Já vivi tempos assim, sem forças, sem coragem, sem desejo. Hoje caminho segura, forte, feliz. Confiando em mim e no que posso fazer. Posso ir longe ou tocar levemente quem está ao meu lado; posso chorar por um filme ou vibrar num jogo; e o melhor, posso sentir sem medo, tudo. Um passo adiante...firme...sempre...sem certezas, mas com coragem.

"O mar quando quebra na praia é bonito." Valeu Caymmi.

(Belo Horizonte,18/08/2008)

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Na natureza selvagem

Hoje acordei cansada, a semana está pessada com tanta coisa para fazer. Também estou procurando colocar em dia a minha vida depois da viagem, além de ter estudado muito nos últimos dias. Despertei as 9 horas e olhei em volta e disse: ah hoje quero ficar atoa. risos...
aí me lembrei que tinha pegado o último filme do Sean Pean para assistir. Coloquei DVD e fui assistindo aquela história...de repente estava apaixonada.

Pra começar é a história de um homem que gostaria de ser chamado de Supertramp, ou super andarilho, me identifiquei com a questão da viagem imediatamente. Mas aos poucos descobri que a história do jovem Christopher McCandless era muito , mas muito mais especial. Ele abandonou tudo, casa, família, profissão e saiu pelos EUA em busca de viver junto a natureza. Uma história típica dos beatniks americanos ou da altura dos escritos de Thoreau (Walden) do qual era leitor , assim como Jack London , e os quais são amplamente citados no texto.

Thoreau para quem não conhece foi um escritor americano do século XIX que abandonou tudo e foi morar na floresta de Walden. Lá se isolou dos homens e pouco era visto. Caminhou solitário e escrevendo texto maravilhosos.Christopher McCandless era um leitor de Thoureau, e nos anos 80 buscou esse caminho no Alasca Selvagem.

A história emociona porque ele era um sonhador obstinado, mas também um sujeito muito dos especiais. Foi conquistando e ajudando a mudar a vida de quem encontrava, e ao final podemos dizer que viveu uma vida em nada ordinária.

Me identifiquei com ele , mas não tenho a coragem dele. Porém, é sua história é de uma dignidade e beleza impressionantes. Ainda mais porque ele registrou tudo em seus diários de viagem, documento que todos sabem o quanto adoro.Amei conhecer a história de Christopher McCandless , ainda mais que na abertura do filme descobri que foi baseada no livro de Jon Krakauer , autor que muito me emocionou com o espetacular "Sob o ar rarefeito". Enfim, Direção de Sean Pean ( que amo) , uma história emocionante , Jon Krakauer, a música de Eddie Vedder ( Peral Jump) faz de "Na Natureza Selvagem " um filme doce, reflexivo e maravilhoso.

Ver ao final a foto do verdadeiro Christopher McCandless , em seu "ônibus mágico" foi impactante. Acho que vou passar o dia pensando nele ou em pessoas como ele, que abandonam o lugar da lamentação, da fuga , e vão a luta em busca do encontro consigo mesmo, seja em cidades gigantescas como eu gosto, seja na solidão do Alasca. Cara bacana, história linda que todo mundo deveria ver.
(Belo Horizonte,14 de Agosto de 2008).

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Lembranças de outros tempos

Vou importar do meu Blog antigo, flormaio, que não tenho acesso mais algumas coisas que me marcaram. O engraçado que coisas que antes tinham tanta importância, eu vivia um momento duro, hoje parecem bobagem. Essas vou deixar se perderem por ai , como lixo virtual. Vão embora dores e desafetos, fico eu inteira. Enfim...risos...
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Como o texto que me foi enviado por João Leandro (meu melhor amigo) quando a gente ficou um tempo sem se ver. É lindo e me orgulho de tê-lo inspirado. Esse é pra ser eterno.

"Janete:Lá se vão dias sem te ver.Tenho no pulso a materialização disso.Explico: Lembra dos tambores?Onde índio é flamenguista e claro, torcer pelo Flamengo é coisa de 19 de abril?Pois é, tenho no pulso até hoje a fita ( só não me lembro de qual santo).Na verdade já em frangalhos, porém marcando como agenda oficial os dias sem te ver.Saudades , João Leandro 16/10/2007"


Te amo João!

De volta pra casa...

Pois é gente,
voltar ao Brasil...voltar pra casa...momento tão bom. Eu adoro viajar, quem me conhece sabe disso. Até estudo viagens,pois pra mim nada nos faz crescer e aprender mais. Porém , adoro voltar pra casa, reencontrar meus pais, irmãos, cunhados e sobrinhos. Abraçar meus amigos, trocar notícias, confidencia, enfim...

Voltei carregada de energias e experiências. Louca pra fazer uma porção de coisas e definitivamente afim de não fazer outras. Depois de ver tanto, de me virar tanto, acredito ainda mais em mim, e sei que minha coragem se baseia em bastante competência, por isso meu medo me faz agir e não me paraliza. Ah gente, no fim aprendi que o nosso poder de comunicação é infinito, que se somos capazes de conquistar pessoas maravilhosas aqui também o somos em qualquer lugar. Reconheci minhas limitações e tenho que valorizar minhas habilidades. Identifiquei onde meu pensamento e meu coração se fortalecem e aquilo que me enfraquece. Enfim, aprendi muito sobre o mundo mas muito , muito mais sobre mim.

Cheguei e já estou com a cabeça em novos projetos. Tem o Rio, tem Sampa, vontade de conhecer Porto Alegre, e a expectativa de um Reveillon em Havana com os amigos. Uauuuu novas viagens por vir. Por isso resolvi manter o blog. Escrever sobre o cotidiano e minhas viagens diárias, pela vida , por meu trabalho, entre meus amigos. Resolvi deixar aqui o registro do que sou, a vida que tenho e preservar minha memória. No momento mato saudade dos abraços, dos papos, dos sorrisos, das risadas, e em breve dos cheiros que me movem aqui. Mas estou diferente, lá dentro, e isso era o que eu realmente procurava.

Felicidade, a gente faz ao nos permitir sonhar e lutar pra realizar este sonho. Tenho agido assim. Sonhei com a história, com Paris, e agora, qual meu sonho? Todo mundo sabe, vou atras dele...Chico, me aguarde. Beijos.
( Belo Horizonte, 04/07/2008)