Hoje acordei cansada, a semana está pessada com tanta coisa para fazer. Também estou procurando colocar em dia a minha vida depois da viagem, além de ter estudado muito nos últimos dias. Despertei as 9 horas e olhei em volta e disse: ah hoje quero ficar atoa. risos...aí me lembrei que tinha pegado o último filme do Sean Pean para assistir. Coloquei DVD e fui assistindo aquela história...de repente estava apaixonada.
Pra começar é a história de um homem que gostaria de ser chamado de Supertramp, ou super andarilho, me identifiquei com a questão da viagem imediatamente. Mas aos poucos descobri que a história do jovem Christopher McCandless era muito , mas muito mais especial. Ele abandonou tudo, casa, família, profissão e saiu pelos EUA em busca de viver junto a natureza. Uma história típica dos beatniks americanos ou da altura dos escritos de Thoreau (Walden) do qual era leitor , assim como Jack London , e os quais são amplamente citados no texto.
Thoreau para quem não conhece foi um escritor americano do século XIX que abandonou tudo e foi morar na floresta de Walden. Lá se isolou dos homens e pouco era visto. Caminhou solitário e escrevendo texto maravilhosos.Christopher McCandless era um leitor de Thoureau, e nos anos 80 buscou esse caminho no Alasca Selvagem.
A história emociona porque ele era um sonhador obstinado, mas também um sujeito muito dos especiais. Foi conquistando e ajudando a mudar a vida de quem encontrava, e ao final podemos dizer que viveu uma vida em nada ordinária.
Me identifiquei com ele , mas não tenho a coragem dele. Porém, é sua história é de uma dignidade e beleza impressionantes. Ainda mais porque ele registrou tudo em seus diários de viagem, documento que todos sabem o quanto adoro.Amei conhecer a história de Christopher McCandless , ainda mais que na abertura do filme descobri que foi baseada no livro de Jon Krakauer , autor que muito me emocionou com o espetacular "Sob o ar rarefeito". Enfim, Direção de Sean Pean ( que amo) , uma história emocionante , Jon Krakauer, a música de Eddie Vedder ( Peral Jump) faz de "Na Natureza Selvagem " um filme doce, reflexivo e maravilhoso.
Ver ao final a foto do verdadeiro Christopher McCandless , em seu "ônibus mágico" foi impactante. Acho que vou passar o dia pensando nele ou em pessoas como ele, que abandonam o lugar da lamentação, da fuga , e vão a luta em busca do encontro consigo mesmo, seja em cidades gigantescas como eu gosto, seja na solidão do Alasca. Cara bacana, história linda que todo mundo deveria ver.
(Belo Horizonte,14 de Agosto de 2008).

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